Metanfetamina é um forte estimulante químico do sistema nervoso central comumente usado como droga recreativa. Foi sintetizada pela primeira vez no Japão em 1919 pelo cientista A. Ogata, 40 anos após a invenção da anfetamina em Berlim. É uma substância relativamente fácil de ser sintetizada, especialmente se comparada a outros psicoativos, o que contribui para sua ampla utilização em certos países.

Na primeira vez em que é usada, os efeitos da metanfetamina podem apresentar mais similaridades com os do MDMA do que com um simples estimulante, incluindo euforia, abertura e expansão intelectual. Pode haver um leve aspecto psicodélico visto que o usuário sente que está vendo o mundo de forma diferente. A sensação de “expansão da mente” rapidamente desaparece após os primeiros usos, à medida que a estimulação mental e física passam a dominar as experiências seguintes.

Positivos

  • aumento na energia física e mental
  • predominante estado de alerta
  • diminuição na necessidade de dormir
  • aumento na sociabilidade
  • média a extrema elevação no humor; euforia
  • sexualidade aumentada

Neutros

  • fala excessiva
  • diminuição no apetite; perda de peso
  • sudorese

Negativos

  • distúrbios do sono
  • tensidão nos musculos da mandíbula, rangir dos dentes (trismo e bruxismo)
  • perda de apetite, levando à má nutrição e perda de peso com uso crônico
  • alucinações auditivas e visuais, ouvir vozes (pela privação do sono)
  • redução no prazer de comer
  • perda de interesse pelo sexo ao longo do tempo
  • coceira, vergões na pele
  • náusea, vômitos e diarreia
  • boca seca, levando a sérios danos nos dentes com uso crônico
  • excessiva excitação, hiperatividade
  • encurtamento da respiração
  • mau humor e irritabilidade
  • ansiedade e nervosismo
  • comportamento agressivo e violento
  • pânico, paranoia
  • movimentos involuntários no corpo (movimentos incontroláveis como contrair os dedos, morder os lábios, protuberância da língua etc.)
  • inflação do ego, falso senso de confiança e poder
  • depressão severa, tendências suicidas

Efeitos do uso frequente

  • distúrbios fatais dos rins e pulmões
  • possível dano cerebral
  • problemas psicológicos permanentes
  • imunidade baixa
  • dano ao fígado
  • derrame cerebral
  • crises cardiovasculares, dores no peito, ataques cardíacos
  • danos às gengivas e dentes, podendo levar à perda dos dentes

Duração

Oral
Duração total 3 – 5h
Início 20 – 70min
Diminuição 2 – 6h
Efeitos posteriores 0 – 24h

 

Nasal
Duração total 2 – 4h
Início 5 – 10min
Diminuição 2 – 6h
Efeitos posteriores 0 – 24h

 

Pulmonar
Duração total 1 – 3h
Início 0 – 2min
Diminuição 2 – 4h
Efeitos posteriores 0 – 24h

 

Intravenosa
Duração total 4 – 8h
Início 0 – 2min
Diminuição 2 – 4h
Efeitos posteriores 0 – 24h
Oral
Mínima 5mg
Leve 5 – 15mg
Comum 10 – 30mg
Alta 20 – 60mg
Muito alta 40 – 150mg

 

Nasal
Mínima 5mg
Leve 5 – 15mg
Comum 10 – 40mg
Alta 30 – 60mg
Muito alta 50mg+

 

Pulmonar
Mínima 5 – 10mg
Leve 10 – 20mg
Comum 10 – 40mg
Alta 30 – 60mg
Muito alta 50mg+

 

Intravenosa
Mínima 5mg
Leve 5 – 10mg
Comum 10 – 40mg
Alta 30 – 60mg
Muito alta 50 – 100mg

Usuários de metanfetamina em grandes quantidades por longos períodos de tempo podem desenvolver psicose tóxica da anfetamina, que é um distúrbio mental semelhante a esquizofrenia paranóica. As vítimas de psicose da anfetamina exibem comportamento bizarro e muitas vezes violento. Os sintomas geralmente desaparecem após algumas semanas do uso.

Potencial aditivo

Anfetaminas podem produzir tolerância, o que significa que o usuário pode aumentar o consumo da mesma para atingir os efeitos desejáveis. Sintomas de abstinência podem ocorrer quando o uso de anfetaminas é interrompido abruptamente, incluindo:

  • ânsia e desejo de usar mais
  • exaustão
  • depressão
  • confusão mental
  • inquietação e insônia
  • sono profundo ou perturbado durando até 48 horas
  • fome extrema
  • reação psicótica
  • reações de ansiedade

Tratamento da dependência

Tratamentos médicos incluem uso de agentes antidepressivos como imipramina, desipramina, amitriptilina, trazodona e fluoxetina. Eles afetam a serotonina, o neurotransmissor no cérebro que está ligado com depressão e efeitos de abstinência.Sedativos como flurazepam, hidrato de cloral, clorodiazepóxido, fenorbital e diazepam são usados, com bastante precaução, a curto prazo para tratar a ansiedade e os distúrbios do sono. Medicamentos antipsicóticos como haloperidol e torazina são usados para compensar os efeitos da dopamina, neurotransmissor que controla paranoia e sensações prazerosas.

Efeitos do uso durante a gravidez

Bebês de mães que usam anfetaminas podem nascer com defeitos cardíacos, fissura labiopalatal, assim como dependência e abstinência à droga.

É legalmente controlada em alguns países por ser muito usada no tratamento de TDAH. No brasil, medicamentos com metanfetamina são proibidos e a substância é ilegal.